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Arte Angolana
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II - PALEO-CULTURA E NEO-CULTURA DA MÁSCARA

3 - Aculturação

No que se refere à aculturação da máscara, encontramos, principalmente, a adopção do Carnaval pelos nativos angolanos.
Máscaras de Angola
Este uso, importado pelo portugueses, deparou plena aceitação entre os povos angolanos, onde a existência da máscara e de mascarados se achava profundamente enraizada, mercê de costumes muitas vezes seculares.

A zona típica desta aculturação da máscara estende-se ao longo da faixa costeira angolana, desde os Cabindas aos Benguelas. Se notarmos que esta aculturação do Carnaval manteve, até aos nossos dias, tipos de mascarados alusivos aos grandes personagens, neste caso reis, rainhas, príncipes, nobres, capitães do mar, etc., devemos admitir que as antigas culturas nativas desta extensa zona consagravam máscaras ao culto de chefes e antepassados notáveis, facto este de acordo com a dignificação e divinização da chefia, ao modo das culturas superiores, nobres, do oriente africano, como por exemplo a rodesiana (Zâmbia e Zimbabwe), cujo domínio abarcou de forma evidente as sociedades de formação conguesa e sub-conguesa, e também as dos antigos Ambundos.

Neste termos, os nossos quadros de classificação podem aumentar-se deste modo:
Quadro de variedades e aculturação
a) Variedades (todo o país):
  1 - Falsas máscaras
  2 - Máscaras por definição
  3 - Modelos de cultura mista
b) Aculturação (zona costeira em especial):
  1 - Adaptação do Carnaval
    Estas máscaras participam das velhas culturas florestais e savânicas e da cultura ocidental, introduzida pelos portugueses.

Uma classificação é sem dúvida mais rica quanto mais atender ao domínio interno, o qual, em parte importante, influí nas formas externas do objecto. Estas, no entanto, mercê do mérito artístico da realização, podem tomar por si próprias uma importância que se impõe, com a vantagem de ser ponderável e daí susceptível de exame imediato.

Por este motivo, um método ecléctico é sempre recomendável, dissecando-o embora na medida do possível, com vista à obtenção da síntese.

As máscaras angolanas poderiam ser classificadas por diferentes vias, como fossem as significações, a matéria-prima, o processo de artesanato ou o estilo de arte empregado, o regime social a que correspondem, etc., apurando-lhes assim uma característica específica a cada grupo ou mesmo a cada padrão.

Para este efeito, porém, seria indispensável uma análise ampla e profunda, estudo esse do maior mérito e a realizar quando possível, sem embargo, contudo de toda e qualquer tentativa de sistematização, sempre remodelável e que, por agora, fixamos como segue:
______________________
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